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baseApoiar à base do esporte é extremamente necessário e importante. É a partir da base que teremos muitos praticantes e um enorme funil de atletas em diversas modalidades esportivas. A base dará condições de iniciação, formação e lapidação do talento, através da aprendizagem dos fundamentos iniciais, de aprender a treinar, treinar para treinar e treinar para vencer.

Por esta razão, a formação de esportistas começa na infância, e a educação física nas escolas é parte fundamental desse processo.

É isso que vai permitir que cada vez mais atletas da nova geração apareçam e representem o Brasil em jogos olímpicos e mundiais. Não é segredo que todos os grandes atletas começam bem cedo. Então, é preciso investir cedo na vida dos nossos pequenos atletas.

Por falta de estrutura e política pública adequada, os clubes privados substituem governos e são os principais responsáveis pela formação de atletas de ponta do país. O acesso aos clubes, por pessoas mais carentes que poderiam praticar uma modalidade olímpica, é mais difícil, pois a maioria dos clubes brasileiros é frequentada pela classe social de alta renda.

Uma alternativa são as ONGs formadas por ex-atletas olímpicos que procuram disseminar a prática esportiva para as comunidades carentes e passar todo o conhecimento e experiência adquirida em sua vida de atleta. Isto torna os projetos socioesportivos o nosso verdadeiro celeiro de formação de atletas, muito mais do que escolas ou universidades. E para manter um projeto de longo prazo que englobe diversos ciclos olímpicos, as ONGs precisam de apoio para manterem-se vivas e dependem de aporte financeiros de empresas, de patrocínios e de doações de cidadãos que acreditam, que o Brasil pode se tornar uma nação esportiva.

O Brasil investiu muito nos últimos dois ciclos olímpicos (Londres/2012 e Rio de Janeiro/2016), mas foi focado nas equipes de alto rendimento. Infelizmente, não foi e não é falta de dinheiro. É falta de organização e de profissionalização da gestão do esporte brasileiro.

Desta forma, concluímos que países que se destacam no quadro de medalhas das Olimpíadas investem consideravelmente nas categorias de base e o resultado expressivo alcançado no esporte de alto rendimento é uma consequência natural.

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